Sexta-feira, 03 de Maio de 2019

PCP acusa executivo de abuso de poder na gestão do pessoal não docente em greve

PCP acusa executivo de abuso de poder na gestão do pessoal não docente em greve

Região

PCP acusa executivo de abuso de poder na gestão do pessoal não docente em greve

Entre 21 e 22 de março, por iniciativa da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, o pessoal […]

Entre 21 e 22 de março, por iniciativa da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas, o pessoal não docente das escolas de todo o país fez greve e, como tal, os efeitos dessa ação não passaram ao lado das escolas do concelho da Mealhada. João Louceiro, deputado municipal pelo Partido Comunista Português (PCP) referiu, na sessão da Assembleia Municipal de 23 de abril, que teve conhecimento de “telefonemas” feitos para os funcionários em greve questionando-os sobre as “razões e legitimidade” da adesão à iniciativa grevista.

“Tivemos notícia de que durante o primeiro dia de greve foram feitos telefonemas a questionar as razões e legitimidade da adesão à greve”, avançou João Louceiro. Para o deputado comunista, a ser verdade este relato, este tipo de ações podem ser adjetivadas de “abuso de poder”, na medida em que “a greve é um direito que assiste aos trabalhadores”.

Considerando que esta descrição revela uma “situação imprópria”, João Louceiro questiona Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, sobre as medidas que irá tomar “para garantir que tais comportamentos não voltem a acontecer”.

Em resposta à questão do deputado comunista, o autarca começa por dizer: “nunca telefonei a nenhum trabalhador que quisesse fazer greve, nem dei ordem para o fazer”. Sobre esta matéria, Rui Marqueiro acrescenta: “não tenho que tomar medidas nenhumas porque estou certo de que ninguém fez o que disse”.

Rui Marqueiro esclareceu ainda que nestes casos é sempre necessário apurar os trabalhadores que aderem à greve “porque para além das implicações salariais é necessário fazer uma listagem para fazer um despacho e fixar os serviços mínimos, absolutamente obrigatórios”.

João Louceiro recordou ainda que esta greve foi convocada com o propósito de exigir: “o fim do trabalho precário, a recuperação de carreiras especiais e o descongelamento da atualização salarial”, considerando inclusivamente que estas são “profissões grosseiramente desvalorizadas”.

PCP

Autor: Jornal Frontal

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