Terça-Feira, 19 de Agosto de 2025 às 13:25

OFA promove debate sobre inovação e sustentabilidade florestal

OFA promove debate sobre inovação e sustentabilidade florestal

Região

OFA promove debate sobre inovação e sustentabilidade florestal

OFA organiza debate sobre inovação e sustentabilidade florestal, reunindo especialistas para discutir práticas, desafios e oportunidades no setor.

A OFA – Organização Florestal Atlantis promoveu, no passado dia 6 de agosto, o seminário “Juntos, fazemos a floresta”, realizado no Centro Paroquial de São Pedro, em Cantanhede, no âmbito da 33.ª edição da Expofacic.

O evento reuniu diversos agentes ligados ao setor florestal, como a Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, o Município da Mealhada, a Confederação de Agricultores de Portugal, a FLOPONOR, entre outros parceiros institucionais e empresariais.

A sessão contou com a presença do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, que destacou o papel de Cantanhede no panorama florestal nacional: “Cantanhede está na linha da frente no trabalho de transformação da floresta, pelo envolvimento que agrega”, afirmou.
Também presente, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, reforçou a necessidade de evolução do setor: “É mais ou menos consensual que o modelo de exploração da nossa floresta tem de evoluir. Ainda que se tenham registado algumas melhorias, estas não são suficientes para alimentar uma perspetiva de rentabilização de todo o potencial deste recurso renovável gerador de riqueza”.

A primeira intervenção técnica ficou a cargo de Sofia Knapic, do Centro de Inovação e Competências da Floresta – SerQ, que destacou o papel da madeira e dos seus derivados como matérias-primas sustentáveis para a construção civil.

Seguiu-se Carlos Neto, do RAIZ – Instituto de Investigação da Floresta e Papel, que apresentou diferentes dimensões da utilização da celulose, destacando projetos inovadores na área da nutracêutica, que consistem na extração de compostos das folhas e casca do eucalipto para aplicação em produtos farmacêuticos, nutracêuticos e cosméticos.

O engenheiro florestal António Nora abordou o tema “Mercado do carbono: remunerar quem gere”, focando um projeto desenvolvido em Espanha que promove a compra e venda de créditos de carbono para incentivar a redução de emissões de dióxido de carbono.

Segundo o especialista, este sistema traz benefícios ambientais, económicos e sociais, como o reforço da biodiversidade, a valorização do capital natural, a criação de emprego e a fixação da população em territórios de baixa densidade. “Os créditos de carbono são gerados de forma integrada, permitindo a recuperação dos solos, da água, a gestão florestal e o desenvolvimento da bioeconomia”, sublinhou.
Em Portugal, o sistema foi implementado há cerca de três anos, com o objetivo de “fazer da Península Ibérica um dos maiores consumidores de carbono”.

Outro tema em destaque foi “A OFA e o futuro da floresta: a experiência da UGC – Unidade de Gestão Conjunta, apresentado por Jorge Sousa, coordenador técnico da OFA. O responsável sublinhou a importância da conservação das florestas como compromisso intergeracional. Defendeu que a floresta do futuro deve ser resiliente, capaz de se adaptar às alterações climáticas e de responder eficazmente a incêndios, e sustentável, assegurando a rentabilidade dos seus recursos de forma equilibrada.

O seminário encerrou com uma mesa-redonda dedicada ao tema Que passos faltam para uma floresta com futuro?”, com a participação de representantes de entidades de referência no setor: João Lé, da Navigator Company, Tiago Almeida, da Finsa, Pedro Serra Ramos, da ANEFA, e Fernando Oliveira Batista, do ISA – Instituto Superior de Agronomia.

Cantanhede

Autor: Jornal Frontal

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