Segunda-feira, 13 de Abril de 2026 às 17:41

Jornalistas “são escrutinados todos os dias”. Leia aqui todas as reações às acusações de Ana Abrunhosa

Jornalistas “são escrutinados todos os dias”. Leia aqui todas as reações às acusações de Ana Abrunhosa

Região

Jornalistas “são escrutinados todos os dias”. Leia aqui todas as reações às acusações de Ana Abrunhosa

Jornalistas “não precisam da confiança” de detentores de cargos públicos. Partidos e organizações reagem às acusaçõe da autarca de Coimbra

A última reunião de Câmara de Coimbra ficou marcada pelo momento em que a presidente, Ana Abrunhosa, acusou um jornalista da Agência Lusa, presente na sala, de “faltar à verdade” e afirmou que o profissional teria de entregar a Carteira Profissional de Jornalista por ter uma “agenda própria”.

O tema levou a diversas reações e tomadas de posição acerca das declarações da autarca, eleita por uma coligação liderada pelo PS. Ana Abrunhosa terá, segundo as organizações dos jornalistas, tido uma atitude “antidemocrática” e “ataques à liberdade de imprensa”. 

Entre as acusações, Ana Abrunhosa afirmou que o jornalista faltou à verdade numa notícia, imputando-lhe uma “falha deontológica grave”, acusou-o de ter uma “agenda política” própria e disse que deixava de ter confiança no profissional da agência.

João Gaspar, jornalista da Lusa há mais de uma década, afirma que vai continuar a “fazer a cobertura da Câmara de Coimbra”, tal como definido pela Direção de Informação da agência. O jornalista veio a público,  num post no Facebook, agradecer o apoio que recebeu:

“Passo por aqui apenas para deixar um profundo e sentido agradecimento a todos aqueles que me enviaram mensagens de apoio e de solidariedade neste momento, entre camaradas de profissão, fontes e amigos. Quero também agradecer à Direção de Informação da casa onde trabalho há mais de dez anos, ao Conselho de Redação e à Comissão de Trabalhadores pela defesa inequívoca do jornalismo e da liberdade de imprensa. Uma palavra muito especial à Patrícia Silva e à Patrícia Cruz Almeida pela solidariedade e coragem, sem hesitações. Tal como referido pela Direção de Informação, continuarei a fazer a cobertura da Câmara de Coimbra. Seguirei a fazer aquilo que sempre fiz: jornalismo.”

Na sexta-feira, a direção de Informação da Agência Lusa escreveu uma carta à presidente da Câmara de Coimbra “repudiando acusações” que a autarca dirigiu ao jornalista João Gaspar, durante uma reunião pública do executivo camarário.

Numa nota depois emitida, a direção de informação da Agência Lusa considera que as acusações feitas pela presidente da Câmara de Coimbra foram “descabidas, infundadas e difamatórias”.

A direção de informação da Lusa reiterou a sua confiança no jornalista João Gaspar, “cujo percurso de jornalismo na Lusa é irrepreensível”.

Na mesma nota, a direção de informação da Lusa acentua que João Gaspar se limitou a fazer uma notícia a propósito da Casa do Cinema de Coimbra, dando conta das preocupações do coordenador do espaço.

“Mais, procurou fazer o contraditório, pedindo esclarecimentos à Câmara. Só ao fim de nove dias publicou a notícia e mesmo assim só após ter instado pessoalmente a responsável pela comunicação daquele órgão”, acrescenta-se na mesma nota.

 

Administração da Lusa diz que atividade da agência não se coaduna com qualquer condicionamento

A Administração da Lusa condenou hoje a “acusação injustificável” da presidente da câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, e afirmou que a atividade de uma agência de notícias não se coaduna com condicionamentos.

“A Lusa celebra este ano o seu 40.º aniversário e os seus valores são o rigor, a clareza, a pluralidade, a independência e a fiabilidade, partilhados por todos os profissionais desta casa através de um serviço público de qualidade. A atividade de uma Agência de Notícias não se coaduna com qualquer condicionamento à prática jornalística por parte de qualquer entidade”, afirmou a administração da empresa, numa nota enviada aos trabalhadores.

O Conselho de Administração da Lusa reuniu-se hoje, em Coimbra, com o autor da notícia e com o delegado regional da Lusa, na presença da diretora de informação da agência, para manifestar “solidariedade e confiança” no trabalho “de independência e rigor” do jornalista.

A administração e a direção da empresa disponibilizaram formalmente o seu apoio ao jornalista e ao delegado regional que, “naturalmente, aguardam um pedido de desculpas por parte da autora da acusação injustificável”.

 

Conselho de Redação da Lusa repudia “comportamento antidemocrático” de Ana Abrunhosa

Os membros eleitos do Conselho de Redação (CR) da Lusa repudiaram este sábado, em comunicado, “nos termos mais enérgicos o comportamento antidemocrático” da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, em relação a um jornalista da agência de notícias.

As acusações que a presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) dirigiu ao profissional da Lusa na reunião pública do executivo “são extremamente graves e põem em causa o bom nome e a honestidade profissional do jornalista, além de configurarem uma tentativa de intimidação inaceitável da Comunicação Social em geral”.

“A Democracia não é isto e a atitude da presidente da CMC é ainda mais grave por corresponder a um tipo de comportamento antidemocrático que se vem assistindo em Portugal e noutros países em que o Jornalismo é posto em causa”, lê-se na nota.

Os membros eleitos do CR “acompanham a Direção de Informação [DI] da Lusa na nota que distribuiu à redação e em todas as ações que empreender na defesa do bom nome do jornalista e dos camaradas da delegação da região Centro, bem como de todos os profissionais da Lusa”.

Os representantes da redação manifestam a João Gaspar – de quem receberam uma exposição e com quem dialogaram – e aos camaradas da delegação da região Centro em particular, “total solidariedade”, disponibilizando-se “para acompanhar as ações que venham a ser empreendidas, a título particular ou institucional, para reparar o dano reputacional causado pela presidente da CMC”.

Também em comunicado, a Comissão de Trabalhadores (CT) condenou “com veemência as declarações” da presidente da Câmara de Coimbra em relação a João Gaspar, subscrevendo as posições da DI e dos membros eleitos do CR.

A CT considera que Ana Abrunhosa “deve retratar-se e transmitiu a indignação sobre o assunto em mensagem dirigida à autarquia de Coimbra, através dos canais oficiais”.

Sindicato dos Jornalistas acusa autarca de violar a liberdade de imprensa

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) acusou este domingo a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, de violar a liberdade de imprensa atacando o jornalista da agência Lusa, ao colocar em causa a sua independência e profissionalismo.

Em causa estão declarações da autarca, na sexta-feira, na reunião do executivo da Câmara de Coimbra, que o jornalista João Gaspar acompanha regularmente.

“A autarca acusou o repórter de “faltar à verdade” e de “falhas deontológicas graves” e sistemáticas”, refere o SJ num comunicado em que considera “inaceitáveis” atitudes como a “tentativa de afastar o jornalista da cobertura da autarquia, a pressão junto da agência Lusa para o retirar dessas funções, a limitação do seu acesso a reuniões públicas e fontes de informação, bem como a sua exclusão deliberada da lista de contactos institucional”.

Depois de a autarca ter afirmado retirar a confiança ao jornalista, o SJ clarificou que “os jornalistas não precisam da confiança da presidente da Câmara de Coimbra ou de qualquer outro autarca, para fazer o seu trabalho”.

Para o sindicato, “estes comportamentos configuram ataques objetivos e materializados à liberdade de imprensa, traduzindo-se em restrições reais ao exercício da atividade jornalística”.

Ou seja, “práticas incompatíveis com o Estado de direito democrático e podem configurar ilícitos graves, ao violarem o direito de acesso à informação e o livre exercício da profissão de jornalista”, consagrados constitucionalmente, acrescentou o SJ.

Num regime democrático, “a contestação de notícias faz-se pelos meios próprios — com esclarecimentos ou direito de resposta — e nunca através de tentativas de condicionamento, intimidação ou silenciamento de profissionais da comunicação social”, vinca o SJ

O SJ critica ainda a atuação de Ana Abrunhosa pela “tentativa clara de descredibilização pública de um jornalista no exercício das suas funções, procurando limitar o escrutínio democrático sobre o poder político local”. Algo que, “não só é inaceitável, como deve ser denunciado e travado com toda a firmeza”, frisou.

Para o SJ, trata-se de “um precedente grave e um sinal preocupante de degradação da relação entre o poder político e a comunicação social”, que coloca em causa “pilares fundamentais da democracia”.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ) sublinhou esta segunda feira que os jornalistas são escrutinados todos os dias e desafiou a presidente da Câmara de Coimbra a dizer que “violação grave à ética” fez o jornalista da Lusa João Gaspar.

“Ela [Ana Abrunhosa] questionou se os jornalistas não podem ser escrutinados. São escrutinados todos os dias, como verificamos em vários processos, ultimamente. Não podem é ser punidos ou atacados por escrutinarem quem têm de escrutinar”, disse Luís Filipe Simões à saída da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

“Quando nós escrutinamos o poder político, estamos a prestar um serviço à sociedade, é isso que nos exigem e é para isso que nós servimos”, acrescentou o presidente do SJ, depois de entregar uma queixa na ERC sobre os novos estatutos da Lusa.

Segundo o responsável sindical, sem esse escrutínio, o jornalismo seria publicidade.

Em causa está um incidente ocorrido na última reunião camarária, na sequência da publicação de uma notícia sobre a Casa do Cinema de Coimbra, na qual o jornalista da Lusa dava conta de que o espaço está em risco de perder a sua licença por o município não avançar com o plano de reabilitação acordado, referindo que questionou o executivo municipal, mas não obteve resposta.

O presidente do sindicato acrescentou que jornalistas “não precisam da confiança” de detentores de cargos públicos.

“Quando um detentor de um cargo público diz que retira a confiança a um jornalista, é não perceber bem o que é o jornalismo. Os jornalistas não precisam da confiança de um presidente de câmara, de um primeiro-ministro ou de um Presidente da República. Precisam de fazer o seu trabalho”, afirmou.

O presidente do sindicato defendeu João Gaspar e disse que os seus pares “veem nele um jornalista de referência que cumpre todas as obrigações que tem”.

“Seria interessante que a presidente da Câmara de Coimbra dissesse que violação grave à ética fez o João”, atirou.

Luís Filipe Simões criticou ainda o tom de Ana Abrunhosa, por considerar que tem “um tique que já não deveria existir”.

“Remete-nos para o que acontecia em ditadura, há mais de 50 anos, e isso é preocupante”, lamentou.

Propress repudia crucificação em praça pública” de jornalistas

Numa carta aberta a direção da ProPress – Associação Portuguesa de Jornalistas questiona também a autarca de Coimbra pelas declarações num ato público,”sem que o jornalista, presente na sessão, pudesse defender-se das acusações”.

A ProPress lembra que “a legitimidade do voto não legaliza nem legitima tudo, nem permite atitudes de posso, mando e quero”, pode ler-se na missiva que aponta a “independência [como] uma das mais essenciais condições ao exercício profissional, sem tutela de poderes públicos, incluindo das autarquias e dos seus titulares”.

A associação reconhece “o direito da crítica, o da retificação e o da queixa formal nas entidades de tutela e nos tribunais”, mas não “o da crucificação em praça pública” de jornalistas que são “os primeiros interessados em escrutinar o exercício da profissão, sobretudo de quem não respeita as regras”.

Para a associação, “declarações e ações deste tipo, intimidando, limitando o acesso, ultrapassando determinações legais, de restrição da liberdade e independência dos jornalistas, não podem ser aceitáveis”.

No texto os jornalistas garantem que “não retiram a confiança” à autarca porque tal não lhes compete, mas continuarão a fazer o que de facto lhes compete: “colocar-lhe todas as questões, por dever e por direito”.

Reações dos partidos

PCP acusa autarca de tentar condicionar jornalista

 O PCP acusou hoje a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, de tentar condicionar o livre exercício do jornalismo ao fazer acusações ao jornalista João Gaspar, da agência Lusa, que evidenciaram “traços de prepotência”.

“O PCP condena a tentativa de condicionamento do livre exercício do jornalismo, ocorrida na reunião do executivo municipal de Coimbra desta sexta-feira”, salienta-se num comunicado emitido pela estrutura concelhia de Coimbra dos comunistas.

Este partido assinala que, “conforme foi noticiado”, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, eleita pelo PS nas últimas eleições autárquicas, “dirigiu ao jornalista da agência Lusa uma acusação de falha deontológica grave a propósito do tratamento noticioso da situação da Casa do Cinema de Coimbra”.

A notícia cita o coordenador do espaço, Tiago Santos, segundo o qual a Casa do Cinema de Coimbra está em risco de perder a sua licença por o município não avançar com o plano de reabilitação acordado, e acrescenta que a Lusa questionou o executivo municipal, mas não obteve qualquer resposta.

Para os comunistas, este episódio, da parte de Ana Abrunhosa, revela “traços de prepotência e dificuldade em lidar com a crítica, tanto mais que a própria presidente [da Câmara] confirma que não respondeu aos questionamentos do jornalista”.

“O PCP considera que o respeito pelos trabalhadores da comunicação social é um dever básico dos detentores de cargos públicos, manifesta inteira solidariedade para com o jornalista visado e saúda a sua posição de defesa do livre exercício da profissão”, lê-se no comunicado.

O PCP manifesta depois solidariedade “com a luta dos jornalistas contra a precariedade, os baixos salários e contra a deterioração das suas condições de trabalho que constituem também fatores que incrementam a grande pressão a que os jornalistas estão hoje submetidos nos mais diferentes órgãos de comunicação”.

Iniciativa Liberal acusa Abrunhosa de ameaçar liberdade de imprensa e exige que se retrate

A Iniciativa Liberal de Coimbra (IL/Coimbra) condenou o comportamento da presidente da câmara, exigindo a Ana Abrunhosa que se retrate pelo ataque público a um jornalista da Lusa e que “cesse qualquer tentativa de condicionamento da comunicação social”.

“Este comportamento é inaceitável, intimidatório e representa uma ameaça direta à liberdade de imprensa e ao livre exercício do jornalismo”, acusou a IL/Coimbra, em comunicado, defendendo que “numa democracia saudável, os eleitos são escrutinados, não o contrário”.

Em causa está um incidente ocorrido na última reunião camarária, na sequência da publicação de uma notícia sobre a Casa do Cinema de Coimbra, na qual o jornalista da Lusa dava conta de que o espaço está em risco de perder a sua licença por o município não avançar com o plano de reabilitação acordado, referindo que questionou o executivo municipal, mas não obteve resposta.

A IL/Coimbra assinalou que “a resposta da presidente Ana Abrunhosa foi atacar publicamente o jornalista, acusá-lo de ‘falhar à verdade’ e de cometer ‘uma falha deontológica grave’, retirar-lhe a confiança e sugerir que, se quer fazer política, que entregue a carteira de jornalista’”.

Os liberais defenderam que “um jornalista não precisa da confiança política de ninguém para desempenhar as suas funções” e salientaram que “o jornalismo existe para escrutinar o poder e não para o validar”.

Realçando que o jornalista enviou perguntas ao município a 01 de abril, aguardou mais de uma semana, tentou obter esclarecimentos adicionais junto da direção de comunicação da câmara e, não obtendo resposta, avançou com a publicação da notícia, a IL/Coimbra solidarizou-se com João Gaspar, considerando que fez “o seu trabalho com rigor e dentro das regras deontológicas”, e com os outros jornalistas que abandonaram a sala em protesto.

“Quando um executivo municipal opta pelo silêncio perante pedidos de esclarecimento, a responsabilidade pela ausência de resposta na notícia é exclusivamente do executivo, e não do jornalista que cumpre o seu dever de informar”, vincou.

Bloco de Esquerda acusa autarca de Coimbra de interferir no exercício do jornalismo

A distrital de Coimbra do Bloco de Esquerda condenou hoje a atitude da presidente da Câmara local, acusando-a de tentar interferir no livre exercício do jornalismo ao atacar um jornalista da agência Lusa durante uma reunião do executivo.

Em comunicado, o partido refere que os factos ocorreram na reunião do executivo municipal de Coimbra na sexta-feira, quando a presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, dirigiu ao jornalista da Lusa uma acusação de “falta deontológica grave”, no âmbito de uma notícia sobre a Casa do Cinema de Coimbra.

Para o Bloco de Esquerda, esta intervenção constitui “um ataque inaceitável ao trabalho jornalístico” e ao papel essencial que este desempenha numa sociedade democrática.

O partido sublinha que o desconforto face ao escrutínio público e à crítica política “não pode, em circunstância alguma, justificar tentativas de descredibilização dos profissionais da comunicação social”.

“A evolução deste comportamento para uma postura de confronto direto com jornalistas é particularmente preocupante e deve ser firmemente rejeitada”, salienta o partido.

O Bloco manifesta “total solidariedade” com o jornalista visado, bem como com todos os profissionais da comunicação social, reiterando a importância de um jornalismo “livre e independente” como pilar fundamental da democracia.

Na nota, o partido lembra que não compete a titulares de cargos públicos “atribuir ou retirar qualquer tipo de ‘confiança política’” a jornalistas, salientando que a função destes profissionais é precisamente escrutinar o poder.

“É esse escrutínio que garante transparência, responsabilidade e respeito pelas instituições democráticas”, acrescenta.

Qualquer atitude contra a liberdade de imprensa “não honra” a tradição socialista

O dirigente do PS André Moz Caldas defendeu hoje que “uma atitude individual” de um autarca não compromete a liberdade de imprensa, mas ressalvou que “qualquer coisa publicamente entendida” como atentatória dessa liberdade “não honra a tradição” dos socialistas.

“Do nosso ponto de vista, uma atitude individual de um presidente de Câmara não tem a capacidade para pôr em causa, no seu conjunto, a liberdade de imprensa. Mas não haja sobre isso nenhum equívoco. O PS estará sempre do lado da liberdade de imprensa. Qualquer coisa que publicamente seja entendida como algo que o belisque, não honra a tradição do Partido Socialista”, afirmou.

André Moz Caldas, membro do secretariado nacional do PS, falava numa conferência de imprensa, na sede nacional dos socialistas, em Lisboa, após ser questionado sobre as acusações da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, eleita numa coligação com os socialistas, dirigidas ao jornalista da Lusa.

André Moz Caldas disse ainda que o PS “estará sempre do lado da liberdade de imprensa” e que “não há nenhum equívoco a propósito do posicionamento” dos socialistas “quer no seu passado histórico, quer hoje e quer para o futuro”.

 

Coimbra

Autor: MGP, com Lusa

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