Ingleses do Centro celebram quatro anos de paixão britânica com 50 automóveis em Anadia
Clube fundado por Luís Plácido e Álvaro Amaral reuniu proprietários e admiradores de automóveis britânicos
Clube fundado por Luís Plácido e Álvaro Amaral reuniu proprietários e admiradores de automóveis britânicos numa jornada que cruzou automobilismo, cultura, turismo e convívio.
O charme dos automóveis britânicos tomou conta de Anadia este domingo 13 de setembro, numa jornada que reuniu 50 veículos de origem inglesa e assinalou também o quarto aniversário dos Ingleses do Centro, grupo criado em Coimbra por Luís Plácido e Álvaro Amaral.
Jaguar, Triumph, Land Rover, MG, Austin-Healey, Mini, Ford Anglia e outras marcas e modelos marcaram presença numa concentração que levou à região da Bairrada um verdadeiro desfile de história e cultura automóvel. Entre os participantes, cerca de 90 por cento dos veículos eram clássicos, aos quais se juntaram modelos mais recentes e contemporâneos.
O encontro mostrou, uma vez mais, a filosofia que está na origem dos Ingleses do Centro: juntar proprietários e entusiastas de automóveis britânicos, sem limitar a participação exclusivamente aos veículos clássicos, e criar iniciativas que vão além da simples exposição dos automóveis. “Somos os dois responsáveis e fundadores do clube”, explicou Luís Plácido, recordando a origem do projeto, nascido depois de ambos terem participado num passeio de automóveis ingleses promovido pelo ACP Clássicos.
“Fomos ao passeio dos Ingleses do ACP Clássico. Eu fui no meu carro e ele foi no dele. Gostámos muito de lá ter ido e surgiu a pergunta: porquê não fazemos aqui um núcleo em Coimbra de atuais interessados? E assim foi”, recorda.
A ideia rapidamente ganhou dimensão. Depois de uma primeira exposição realizada na Baixa de Coimbra, o grupo promoveu outras iniciativas, incluindo três exposições em espaços comerciais da cidade, e chegou agora ao 13.º encontro.
O crescimento tem sido acompanhado pela diversificação dos locais e dos programas. No ano passado, uma concentração nacional realizada no Parque Verde de Coimbra reuniu 53 automóveis. Este ano, uma iniciativa realizada na Lousã contou com uma participação mais reduzida, mas não travou a dinâmica de um grupo que procura continuar a levar os automóveis britânicos a diferentes
pontos da região.
Automóveis, cultura e turismo
Em Anadia, a jornada começou com a concentração e partida dos veículos no Parque da Cidade, seguindo-se um programa que associou os automóveis à descoberta do património local.
O percurso incluiu uma visita ao Museu das Duas Rodas, um almoço na Estalagem de Sangalhos e, posteriormente, a partir das 16h00, uma visita ao Museu do Vinho da Bairrada, que permitiu aos participantes conhecer as exposições patentes naquele espaço. onde decorreu a cerimónia de encerramento.
No final da tarde, Luís Plácido, em nome dos Ingleses do Centro, agradeceu a presença dos participantes e o apoio da Câmara Municipal de Anadia.
O presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, agradeceu igualmente a escolha do concelho para esta edição e manifestou a vontade de que esta possa ser apenas
a primeira de outras iniciativas do grupo no território. O autarca deixou ainda a disponibilidade do município para dar a conhecer outros espaços e locais de interesse do concelho em futuros encontros.
A cerimónia terminou com um Espumante de Honra, acompanhado por uma lembrança simbólica oferecida ao presidente da Câmara e pelo momento de celebração do quarto aniversário dos Ingleses do Centro, com os participantes a cantarem os parabéns ao clube e a degustarem o bolo alusivo à data, acompanhado por espumante da Bairrada.
Um clube sem fronteiras de idade ou de modelo
Apesar de a maioria dos automóveis presentes serem clássicos, os Ingleses do Centro não impõem uma barreira rígida entre passado e presente.
“É aberto a tudo, a toda a idade. Exatamente, recentes, menos recentes”, explica Luís Plácido.
A regra essencial é a origem britânica do automóvel. A diversidade é, aliás, uma das características dos encontros, permitindo que modelos de diferentes épocas convivam no mesmo espaço.
Mais do que uma simples concentração, cada encontro procura criar uma experiência de convívio e descoberta. A organização aposta na escolha de diferentes locais, na criação de percursos, na oferta de lembranças e certificados de participação e na ligação dos encontros à cultura e ao turismo das localidades visitadas.
É também uma forma de dinamizar os territórios através de uma paixão comum, levando consigo proprietários, famílias e acompanhantes e criando momentos de convívio entre pessoas provenientes de diferentes pontos do país.
Quatro anos a juntar pessoas através dos automóveis
Criado por Luís Plácido e Álvaro Amaral, o grupo que nasceu da vontade de reunir na região Centro os apreciadores de automóveis britânicos, rapidamente se transformou numa comunidade ativa.
Os dois fundadores assumem a coordenação e organização das iniciativas, desde a logística dos encontros à definição dos percursos e locais das exposições e visitas.
A dimensão automóvel é, naturalmente, o ponto de partida, mas o projeto assenta também na cultura, no turismo e no convívio e algumas das iniciativas promovidas pelo grupo têm ainda uma componente de solidariedade social, procurando associar a paixão pelos automóveis ao apoio a causas e instituições locais.
Em Anadia, a sua filosofia voltou a ficar evidente. Ao longo do domingo, os 50 automóveis trouxeram às ruas e espaços do concelho um pouco do revivalismo e do charme associados à indústria automóvel britânica.
No final, entre fotografias, conversas e despedidas, os participantes regressaram às suas localidades levando consigo as lembranças de uma jornada que juntou automóveis históricos, modelos mais recentes, património, gastronomia.
Fotografias : Fernando Simões
Autor: Fernando Simões



