Sexta-feira, 15 de Maio de 2026 às 21:25

Engenheiros defendem empresa pública para gerir bacia do Mondego. Ministra recusa

Engenheiros defendem empresa pública para gerir bacia do Mondego. Ministra recusa

Região

Engenheiros defendem empresa pública para gerir bacia do Mondego. Ministra recusa

A ministra defende a cogestão do sistema entre a APA, municipios, freguesias, agricultores, indústria e Proteção Civil, tal como funcionou no inverno

O relatório técnico elaborado pela Ordem dos Engenheiros sobre as cheias do Mondego e medidas para o futuro defende a criação de uma empresa pública para gerir aquela bacia hidrográfica, opção recusada pela ministra do Ambiente. O documento, intitulado “Relatório técnico sobre as cheias de 2026 na bacia hidrográfica do Mondego e revisão dos modelos de gestão de risco”, cujas conclusões foram hoje divulgadas numa sessão em Coimbra, presidida por Maria da Graça Carvalho, aponta 10 recomendações, entre novas obras, intervenções estruturais, reforço do controlo de caudais, dragagens ou estudos e avaliações diversas. O documento, apresentado na sessão pelo coordenador do grupo de trabalho da Ordem dos Engenheiros, Armando Silva Afonso, recomendou, para a cogestão do sistema, a criação de uma empresa pública, sociedade anónima, “do tipo sociedade de responsabilidade limitada, eventualmente subordinada a uma ‘holding’ que inclua, em paralelo, a EDIA [Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva] com estatuto, aliás, análogo, àquele que sugerimos para o Mondego”. “E que o seu âmbito de intervenção se estenda a toda a bacia do Mondego e não apenas ao Baixo Mondego, havendo que iniciar os necessários estudos de sustentabilidade económico-financeira do modelo”, vincou o coordenador do grupo de trabalho. Disse ainda que a eventual futura entidade ficaria responsável pela conceção, execução, construção, gestão, exploração, manutenção e conservação das infraestruturas. Outra recomendação da Ordem dos Engenheiros consiste em manter a responsabilidade do Estado na construção das obras previstas no sistema hidráulico do...

O relatório técnico elaborado pela Ordem dos Engenheiros sobre as cheias do Mondego e medidas para o futuro defende a criação de uma empresa pública para gerir aquela bacia hidrográfica, opção recusada pela ministra do Ambiente. O documento, intitulado “Relatório técnico sobre as cheias de 2026 na bacia hidrográfica do Mondego e revisão dos modelos de gestão de risco”, cujas conclusões foram hoje divulgadas numa sessão em Coimbra, presidida por Maria da Graça Carvalho, aponta 10 recomendações, entre novas obras, intervenções estruturais, reforço do controlo de caudais, dragagens ou estudos e avaliações diversas. O documento, apresentado na sessão pelo coordenador do grupo de trabalho da Ordem dos Engenheiros, Armando Silva Afonso, recomendou, para a cogestão do sistema, a criação de uma empresa pública, sociedade anónima, “do tipo sociedade de responsabilidade limitada, eventualmente subordinada a uma...

Coimbra

Autor: Jornal Frontal

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