Combate aos incêndios da Região de Coimbra “reforçado” quer manter “zero” mortes
Protecão Civil quer “baixas zero” na época de incêndios, à semelhança de 2025
“O combate aos incêndios exige inteligência operacional”, afirmou hoje o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), que revelou este ano estar “mais preparado, mais integrado e mais robusto”.
Carlos Tavares disse que o objectivo primordial do DECIR é manter a região sem registo de mortes – como afirma: com “baixas zero” -, dando, por esta ordem “prioridade à vida, aos bens e depois à floresta.”
“O sucesso operacional depende, não apenas da quantidade de meios, mas sobretudo da coordenação, rapidez de decisão, disciplina operacional e segurança da população e dos bombeiros”, sublinha, destacando os recursos de apoio à decisão, entre estes os dados da videovigilância e de imagens de câmara térmica fornecidas por um novo drone da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra, que entrará ao serviço em junho.
O responsável da Proteção Civil Sub-Regional adianta que o combate se desenrola num “binómio terra – ar” e sublinha que os meios aéreos, ligeiros ou pesados, não decidem só por si o desfecho de um incêndio.
Na fase mais crítica, estarão disponíveis em permanência 175 equipas, compostas por 775 elementos, dos quais 514 são bombeiros, e que serão apoiadas por 178 veículos. Este ano, a Região conta com mais quatro máquinas de rasto, num total de 16, para os 19 municípios, em que 55% do território é florestal.
O país encontra-se, desde 15 de maio, no segundo nível de empenhamento operacional (BRAVO), a que se seguirá o CHARLIE, de 1 a 30 de junho, e o DELTA, que consiste no nível máximo de prontidão com meios reforçados, de 1 de julho a 30 de setembro.
Autor: Maria da Graça Polaco

