Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026 às 21:50

Coimbra preparada para retirar mais 9.000 pessoas caso pico de cheia se confirme

Coimbra preparada para retirar mais 9.000 pessoas caso pico de cheia se confirme

Região

Coimbra preparada para retirar mais 9.000 pessoas caso pico de cheia se confirme

Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo

A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.

Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.

Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.

Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou hoje que há a possibilidade de, na manhã de sexta-feira, ocorrer uma cheia centenária na bacia do Mondego, que poderá impactar a Baixa da cidade.

“Depois de uma reunião com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e com a Autoridade Nacional da Proteção Civil, teme-se a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra”, disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa realizada na Casa Municipal da Proteção Civil.

De acordo com a autarca, prevê-se um pico de cheia entre as 08:00 e as 09:00, com novo pico às 15:00, havendo o risco de inundações na Baixa e noutros pontos do centro urbano do concelho: “Está a chover muito nas regiões que canalizam a água para a [barragem] da Aguieira. O caudal do rio Ceira está a aumentar e nós, no açude-ponte [em Coimbra], a linha vermelha são os 2.000 [metros cúbicos por segundo]. Há a probabilidade de atingirmos 2.500 a 3.000 [metros cúbicos por segundo] e, quando se atingirem esses valores, vamos ter água que começa a recuar e a espraiar”, atingindo a zona urbana do concelho.

Segundo Ana Abrunhosa, além do caudal do Mondego subir, haverá também uma subida das várias ribeiras do concelho e, face aos dias anteriores, as inundações que até agora só afetavam a zona rural do concelho poderão vir a acontecer “na parte urbana”.

“As pessoas devem, se possível, ficar em casa, e evitar deslocações necessárias”, salientou.

A presidente da Câmara de Coimbra dirigiu também uma “palavra de grande solidariedade aos municípios de Montemor-o-Velho e Soure”, que “serão muito afetados”, caso o cenário de cheia centenária se confirme.

A cheia centenária é “um momento completamente diferente daquele que ontem [quarta-feira] tínhamos como cenário”, notou, apelando às pessoas para adotarem comportamentos preventivos e seguirem as instruções das autoridades.

“A barragem da Agueira atingiu o seu limite. Não tem capacidade. As pessoas devem proteger os seus bens, os seus animais, saberem para onde se podem dirigir caso não tenham familiares com quem ficar e nós procuraremos, dentro do que é um grande transtorno, dar todas as condições”, acrescentou.

Ana Abrunhosa realçou ainda que todas as instituições do concelho estão a trabalhar em cooperação, tendo também no terreno o apoio do Exército.

“Com toda a tranquilidade, nós estamos aqui a transmitir esta mensagem, mas há uma coisa que ninguém nos perdoaria, era que não disséssemos a verdade. E o que estamos aqui a dizer às pessoas é a verdade”, disse.

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Autor: Lusa

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