Ciclo de teatro amador prossegue hoje e amanhã em Vila Nova, Pocariça, Sanguinheira, Febres e Franciscas
Os dias dedicados à folia carnavalesca ditaram uma pausa na exibição dos grupos de teatro amador do concelho. Hoje recomeça […]
Os dias dedicados à folia carnavalesca ditaram uma pausa na exibição dos grupos de teatro amador do concelho. Hoje recomeça o Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede, passando pelos palcos de Vila Nova, Pocariça, Sanguinheira, Febres e Franciscas.
Hoje o grupo Bombarda – Companhia de Teatro, de Vila Nova do Outil, estreia-se, pelas 21h30, com uma atuação de rua no Lago das Árvores. A peça levada a cena é “A Crónica”, de Fernão Mendes Pinto, numa adaptação de Nuno Marques e de Cláudio Monteiro, onde se incluem revisitações à obra “A Peregrinação”, considerada a primeira grande narrativa de viagens escrita em português pelo cronista oriundo de Montemor-o-Velho. A sinopse da peça revela que a base da exibição de hoje tem que ver com “as suas (de Fernão Mendes Pinto) expedições pelo Japão e pela Índia, onde foi marinheiro, senhor, escravo, escritor e corsário” ou seja são contadas histórias “na primeira pessoa naquela que é considerada uma das mais valiosas obras literárias sobre a presença dos portugueses no oriente”.
Na mesma data e à mesma hora, é a vez do Grupo de Teatro, Arte e Cultura da Pocariça subir ao palco para apresentar a “A loucura é lúcida”, um peça feita de irreverência, que promete suscitar várias questões que ultrapassam o mero divertimento. Miguel Matos e Paulo Silva, encenadores da referida peça referem que a história da peça fala de uma pessoa lúcida na própria loucura, “eu sou lúcido na minha loucura, permanente na minha inconsciência, irrequieto na minha comodidade. Pinto a realidade com alguns sonhos em cenas reais. Choro lágrimas de rir e quando choro para valer não derramo uma lágrima. Todos eles falam a minha inconsciência. O abismo é real.”
A Sanguinheira, mais propriamente o respetivo Salão Paroquial, abre portas, amanhã, pelas 21h30, ao Grupo de Teatro “Renascer”, que irá trazer a adaptação da peça “Aqui há Fantasma”. De acordo com nota de imprensa veiculada pela autarquia cantanhedense, “a ação decorre numa casa senhorial abandonada após o assassinato de um criado. O professor Hermes procura testar o produto de uma investigação de muitos anos: a pílula da coragem. Para isso desafia um jovem medroso a passar a noite na velha mansão, assombrada sim mas pelo criado do investigador. O pior é que… vai ser um serão de morrer de rir pelos equívocos gerados por tal artifício”.
Esta noite serão também apresentadas duas peças no Pavilhão Multiusos de Febres, através do Grupo de Teatro Amador da União Recreativa de Cadima. O grupo cumpre a respetiva jornada de itinerância apresentando duas comédias de Anton Tchekhov, nomeadamente “O Urso” e “Um Pedido de Casamento”. “O Urso” é uma trama amorosa que envolve uma viúva e o seu criado, a partir da qual se expõem os valores de uma sociedade de moral rígida e repressiva num registo de comédia de costumes. “Um Pedido de Casamento” é uma farsa em que o poder, estatuto social, dinheiro e vaidade geram uma série de mal-entendidos quando Ivan decide pedir a mão de Natalia, sua vizinha, filha do Coronel Tchubukov”, segundo refere a autarquia em nota de imprensa.
Finalmente, no domingo, 10 de março, às 15h30, é a vez do Grupo de Teatro da Associação do Grupo Musical das Franciscas estrear a peça “Oh Mamma Mia!!!”. Trata-se de uma adaptação do filme com o mesmo nome para teatro musical, da autoria de Dora Jesus. A sinopse da peça descreve qual o enredo da peça: “Sofia, uma menina cuja infância atribulada a fez crescer sem conhecer o seu pai, no dia do seu casamento envia convites a três pessoas que, conforme indicações do diário de sua mãe, poderão ser o seu progenitor. Todos respondem ao convite, na esperança de se reencontrarem com a mulher das suas vidas.
Fotografia: Teatro União Recreativa Cadima
Autor: Jornal Frontal
