Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2019

Assembleia Municipal de Anadia vota moção reivindicativa de reforço das valências do tribunal

Assembleia Municipal de Anadia vota moção reivindicativa de reforço das valências do tribunal

Região

Assembleia Municipal de Anadia vota moção reivindicativa de reforço das valências do tribunal

No passado dia 30 de janeiro a Assembleia Municipal de Anadia votou, por unanimidade, uma moção reivindicativa de reforço das […]

No passado dia 30 de janeiro a Assembleia Municipal de Anadia votou, por unanimidade, uma moção reivindicativa de reforço das valências do Tribunal de Anadia, nomeadamente no que respeita ao Juízo de competência Genérica, à instalação do Juízo de competência específico de Família e Menores e a fixação definitiva do Tribunal de Comércio.

A tomada de posição do órgão de decisão municipal prende-se com o “Plano Estratégico de Requalificação e Modernização dos Tribunais” apresentado pelo Governo e que prevê “a concentração de competências em mega tribunais nas grandes cidades”. Acrescido a isso, a Assembleia Municipal também tomou em linha de conta o novo Mapa Judiciário, aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 24 de janeiro, onde se perspetiva “uma agregação dos Juízos de competência Genérica de Anadia e Oliveira do Bairro”, conforme esclarece o município anadiense em comunicado de imprensa.

Perante as decisões tomadas pelo poder central, os membros da Assembleia Municipal “manifestaram uma grande preocupação e apreensão” relativamente à forma como a Comarca de Anadia “tem vindo a ser tratada” pelo Governo. Por isso, foi aprovada uma moção na qual se apela ao poder central que atente às especificidades de cada concelho para proceder à reorganização da Estrutura Judiciária, “a estratégia de reorganização da Estrutura Judiciária deverá atentar à localização geográfica e às especificidades de cada concelho, de forma a garantir serviços de qualidade e proximidade às populações”, declara a autarquia em comunicado de imprensa. A edilidade acrescentou ainda na referida moção que “a excelência e a polivalência do Tribunal de Anadia, dotado de três salas de audiência, permite dar resposta cabal a novas competências”, contrariamente ao que dizem acontecer nas comarcas limítrofes, salientando a existência de infraestruturas “esvaziadas de condições, quer logísticas quer de pendência processual”. 

Assim sendo, os membros das várias bancadas partidárias uniram-se em prol do reforço das valências e competências do Tribunal, nomeadamente quanto ao Juízo de competência Genérica e instalação do Juízo de Família e Menores. Para além disso, os deputados anadienses entendem que o Tribunal do Comércio de Aveiro “deve ficar definitivamente instalado em Anadia”.

Maria Teresa Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Anadia, também se revelou “preocupada e apreensiva” no que respeita à publicação do Plano Estratégico, considerando que “poderá estar assim, de novo, posta em causa uma valência instalada neste tribunal, depois da reforma de 2013”, facto que a acontecer terá fortes possibilidades de influenciar “o esvaziamento significativo do tribunal, o que muito prejudicará o concelho de Anadia, atendendo à diminuição do “afluxo de pessoas à cidade” e, por conseguinte, “a diminuição do nosso comércio”. A autarca realçou ainda que “para além das boas condições físicas do tribunal, as acessibilidades, os estacionamentos e as vias de acesso são condições que permitem o perfeito funcionamento dos serviços que ali se prestam”.

Sobre esta matéria, Maria Teresa Cardoso mostrou ainda preocupação quanto à “agregação dos Juízos de Anadia e Oliveira do Bairro”, anunciada no documento da reforma do novo Mapa Judiciário, que, para o juiz presidente da Comarca de Aveiro, “implica apenas uma deslocação de recursos humanos e não físicos, devido ao elevado número de processos no Juízo de competência Genérica de Anadia”, ou seja, os juízes de Oliveira do Bairro deslocar-se-ão a Anadia para garantirem o bom andamento dos processos.

Conforme avança a autarquia anadiense em comunicado de imprensa, a moção aprovada pela Assembleia Municipal vai ser enviada a várias entidades, nomeadamente ao Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Ministra da Justiça, Conselho Superior de Magistratura, Procuradoria-Geral da República e Associação Nacional de Municípios Portugueses, com o intuito de levar o poder central a repensar as decisões tomadas.

 

Fotografia: Tribunal de Anadia

Anadia

Autor: Jornal Frontal

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