Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2019

ANACOM culpa serviço postal pelo aumento das reclamações no setor das comunicações em 2018

ANACOM culpa serviço postal pelo aumento das reclamações no setor das comunicações em 2018

Região

ANACOM culpa serviço postal pelo aumento das reclamações no setor das comunicações em 2018

No passado dia 13 de fevereiro a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) avançou, em comunicado de imprensa, que “as reclamações […]

No passado dia 13 de fevereiro a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) avançou, em comunicado de imprensa, que “as reclamações no setor das comunicações registadas pela ANACOM ascenderam a 104 mil em 2018, mais 3% face a 2017, impulsionadas pela subida de 43% das queixas do setor postal”. Os CTT vieram desmentir esse número, afirmando que a informação divulgada “é parcial, não englobando a totalidade das reclamações recebidas pelos diversos canais de entrada, mas apenas as recebidas através do Livro de Reclamações e as diretamente remetidas à ANACOM”.

Depois de difundir, em nota de imprensa, o motivo pelo qual os dados apresentados são alegadamente incorretos, os CTT referem “as reclamações totais de serviços postais recebidas pelos CTT caíram 7% em 2018 face a 2017”. “Em 2018 os CTT receberam, por todos os canis de entrada (e-mail, carta, call center, presença física nos Pontos CTT, Livro de Reclamações físico e eletrónico) o correspondente a duas reclamações por cada 10 mil objetos distribuídos”.

Por outro lado, a ANACOM declarou ter contabilizado 23 mil reclamações no setor postal, num universo de 81 mil, correspondentes ao setor das comunicações eletrónicas. A referida autoridade clarificou ainda que “a subida de 3% no total das queixas registadas no ano passado se deveu ao crescimento de 43% das reclamações sobre o setor postal (mais 6,9 mil reclamações), já que as reclamações sobre o setor das comunicações eletrónicas diminuíram 4,5% (menos 3,9 mil reclamações)”.

No caso das comunicações eletrónicas, os utilizadores recorreram ao livro de reclamações para reclamar, essencialmente, avarias (16%), faturação (14%) e cancelamento de serviços (10%), assegura a ANACOM. Por outro lado, a Autoridade Nacional de Comunicações refere que os principais motivos de descontentamento no setor postal têm que ver com “o atraso na entrega (17%), o extravio/atraso significativo (10%), o atendimento (9%), a falta de tentativa de entrega ao destinatário (8%) e as falhas na distribuição (7%)”.

A ANACOM disse ainda, em comunicado à imprensa, que os casos registados no livro de reclamações, relativos aos serviços prestados pelos CTT totalizaram as 20 mil reclamações, das quais 87,4% dizem respeito ao setor postal, “o que corresponde a um aumento de 36% face ao ano anterior”.

Os dados de reclamações hoje (dai 13 de fevereiro) divulgados pela ANACOM referem-se apenas às reclamações sobre serviços postais apresentadas nos Livros de Reclamações e às recebidas diretamente na ANACOM, parciais e distorcidos na sua base comparativa pela utilização do Livro de Reclamações Eletrónico apenas ter tido início em julho de 2017. Refira-se que as reclamações cujo canal de entrada foi o Livro de Reclamações representaram em 2018 apenas 11% do total das reclamações relativas ao Serviço Público Universal”, afirmam os CTT em nota à comunicação social.

De acordo com informação veiculada pelos CTT, “nos termos das regras aplicadas e das práticas habituais os CTT reportam trimestralmente à ANACOM a totalidade das reclamações e pedidos de informação de serviço universal recebidas, reporte que, para os dados anuais, acontece por norma até 15 de março”, ainda assim a empresa de serviço postal garante ter feito chegar os dados de que dispõe à ANACOM no dia 13 de fevereiro, permitindo “uma contabilização rigorosa e objetiva da totalidade dos dados relativos ao Serviço Postal Universal”.

Além do setor postal, a ANACOM divulgou também, no âmbito das comunicações eletrónicas, o número de reclamações apresentadas no livro de reclamações sobre os operadores nacionais de telecomunicações, “os três maiores operadores foram responsáveis por 96% do total de reclamações”, tendo pertencido à MEO a maior percentagem. “A MEO (Altice Portugal) recebeu 43% do total das reclamações, seguida da NOS, com 32%, e da Vodafone, com 21%”, afiançou a autoridade reguladora.

Nacional

Autor: Jornal Frontal

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