RECONCILIAR-SE COM O «ESPELHO»…
Naquela manhã, ao sair do seu quarto, Maria (nome fictício) parou diante do espelho.
Naquela manhã, ao sair do seu quarto, Maria (nome fictício) parou diante do espelho. O reflexo não era apenas uma imagem, mas um sussurro de inseguranças antigas. Viu-se fragmentada, como se cada linha do rosto fosse uma sentença de insuficiência. O coração apertava-se na comparação constante: sempre menos bonita, sempre menos capaz, sempre menos do que esperava ser.Mas o espelho, silencioso e paciente, nunca mentia. Ele apenas devolvia a verdade que Maria recusava aceitar: ela não era uma soma de falhas, mas uma vida inteira, única e irrepetível.Recordou, então, uma frase que lera, algures, do Papa Francisco, em que dizia mais ou menos isto: “Cada um de nós é querido, cada um é amado, cada um é necessário.” Para Maria, esta afirmação condensava bem todo o valor inviolável da dignidade e da identidade de cada pessoa.As palavras como ecoaram como bálsamo, em si mesma. Talvez o erro estivesse em olhar-se com os olhos do mundo e não com os olhos da própria essência, da verdade mais profunda do seu ser. Talvez o verdadeiro desafio não fosse vencer os outros, mas libertar-se da prisão das comparações que a tornavam refém, superar as opiniões e os rótulos desvirtuados a ela atribuídos, por tantos, uns com intenção boa, outros nem por isso!Naquele instante, Maria sorriu. Não porque tivesse deixado de ver as marcas do tempo, mas porque finalmente as reconheceu como testemunhas de vida. Descobriu que a inferioridade era apenas uma sombra inventada,...
Naquela manhã, ao sair do seu quarto, Maria (nome fictício) parou diante do espelho. O reflexo não era apenas uma imagem, mas um sussurro de inseguranças antigas. Viu-se fragmentada, como se cada linha do rosto fosse uma sentença de insuficiência. O coração apertava-se na comparação constante: sempre menos bonita, sempre menos capaz, sempre menos do que esperava ser.Mas o espelho, silencioso e paciente, nunca mentia. Ele apenas devolvia a verdade que Maria recusava aceitar: ela não era uma soma de falhas, mas uma vida inteira, única e irrepetível.Recordou, então, uma frase que lera, algures, do Papa Francisco, em que dizia mais ou menos isto: “Cada um de nós é querido, cada um é amado, cada um é necessário.” Para Maria, esta afirmação condensava bem todo o valor inviolável da dignidade e da identidade de cada...
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Autor: Jornal Frontal
