Quarta-feira, 20 de Março de 2019

Dito e…Escrito!

Dito e…Escrito!

Opinião

Dito e…Escrito!

“…Negociar com a polícia obriga a uma logística pesada. Há 17 sindicatos de polícias e muitos não são credíveis. Há […]

“…Negociar com a polícia obriga a uma logística pesada. Há 17 sindicatos de polícias e muitos não são credíveis. Há uns meses li no Jornal I que o Sindicato de Agentes da Polícia de Segurança Pública tem 107 sócios e 109 dirigentes e delegados; o Sindicato Independente Livre da Polícia tem 324 sócios e 365 dirigentes e delegados; o Sindicato dos Polícias do Porto tem 36 sócios, 24 dirigentes e 12 delegados; o Sindicato dos Polícias de Braga tem 27 sócios, 19 dirigentes e 8 delegados; a Organização Sindical dos Polícias tem 425 sócios, 284 dirigentes e 141 delegados; a Federação Nacional dos Sindicatos de Polícia não tem nenhum sócio e tem 42 dirigentes e 73 delegados; o Sindicato de Oficiais de Polícia tem 164 sócios, 26 dirigentes e 16 delegados; e o Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública — de que Ernesto Peixoto Rodrigues é presidente — tem 1369 sócios, 123 dirigentes e 215 delegados. Aqui vão oito: 1457 dirigentes e delegados para 2515 sócios. Se juntarmos a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (7241 sócios, 18 dirigentes e 416 delegados) são 1891 dirigentes e delegados para 9756 sócios. Isto dá um dirigente ou delegado por cada 5 polícias. Se a ideia é fazer greve de fome por causa das coisas que estão mal em Portugal, os polícias podem começar pelo seu próprio “movimento” sindical, que em boa parte existe para dar dias e horas de folga aos polícias: 12h por mês aos delegados e quatro dias por mês aos dirigentes.”

Bárbara Reis – Público

“…Marcelo Rebelo de Sousa promulgou um diploma que permite adulterar e subverter a “posição relativa” (com implicação no momento de acesso à nova posição remuneratória) dos docentes, criando situações de evidente favorecimento e iniquidade. Não compreendo como é possível que um constitucionalista admita isto, assim como é impensável que os seus serviços jurídicos não se tenham apercebido das consequências expostas que criam uma geração “maldita” (os que progrediram em 2018) e uma geração que, dentro de toda a iniquidade da solução, acabam por ultrapassar os colegas (os que progredirem em 2019).

É pena que assim seja, pela injustiça, mas em especial por quererem cobri-la com um manto de virtuosa preocupação.”

Paulo Guinote – Público

“…Se excluirmos os noticiários e a ficção nacional, as noites dos canais privados preenchem-se quase sempre com novelas da vida real que insistem em mostrar o pior de nós. “Não é mulher para ti”, repete a mãe de um concorrente, depois de despachar uma pobre rapariga que revelou ter um filho. Em casa, também vamos pensando que esta televisão não é para nós.”

Felisbela Lopes – Jornal de Notícias

“…Todos os anos, por esta altura, os portugueses passam pela dura provação de preencher a declaração do IRS. A tecnologia já permite enviá-la pela net e, para alguns, até há liquidação automática, mas a prestimosa Autoridade Tributária continua a adorar o duche escocês. Primeiro, a tranquilidade: «A sua declaração foi aceite». Depois, a intimação: «O Anexo H não está completo». Mau…! Se sabem, por que perguntam? Por que não alargar a liquidação automática a toda a gente, enviando a ‘dolorosa’ com uma mensagem elegante: «Aqui tem aqui a sua continha, com os cumprimentos da AT. Caso não concorde, dirija-se ao seu bairro fiscal».”

Filipe Pinhal – O Sol

“…Em miúdo, ganhei os meus primeiros escudos a juntar os jornais e as revistas lá de casa para vender ao quilo no farrapeiro. Também devolvia todas as garrafas, algo que hoje é marginal e difícil de fazer. Pede-se aos portugueses que separem o lixo e coloquem nos ecopontos, mas esse esforço não é remunerado. Pretende-se obter comportamentos corretos, mas que na prática são uma oferta às entidades de reciclagem, públicas ou privadas. A eficácia dos processos de recolha seria muito maior se os portugueses fossem económica e justamente incentivados.”

Filipe Garcia – Económico

Braga da Cruz

Autor: Jornal Frontal

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