Eleições presidenciais com segunda volta. António José Seguro enfrentará candidato de direita ainda a decidir
Projeções apontam António José Seguro como o mais votado nas eleiçoes presidenciais de hoje, às 20h00. Primeiros resultados confirmam tendência
António José Seguro é o candidato mais votado com 30,69% nas eleições presidenciais de hoje, quando estão apurados os resultados provisórios em 1.150 das 3.259 freguesias e 47 de 109 consulados, cerca de 50 por cento, às 20h00.
André Ventura é o segundo candidato mais votado, com 26,97%, e Luís Marques Mendes é o terceiro, com 14,82%, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral às 20:00.
São resultados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, que confirmam as primeiras projeções das televisões.
Abstenção em mínimos históricos
As projeções das televisões para a abstenção nas eleições presidenciais de hoje indicam que deverá situar-se entre os 35,6% e os 43%, revela a Lusa.
As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária, encerrando às 19:00.
Na abertura das mesas de voto por todo o país, a partir das 08:00, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não teve registo de quaisquer incidentes, segundo o seu porta-voz, André Wemans.
Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados hoje a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
O diretor de campanha da candidatura presidencial de António José Seguro, Paulo Lopes Silva, saudou hoje a redução da abstenção projetada pelas televisões face a anteriores eleições, saudando a “maturidade cívica” e “elevação democrática” dos portugueses.
“A nossa primeira palavra tem de ser, necessariamente, para os portugueses, para os saudar, pela maturidade cívica, pela elevação democrática e pelo sinal que dão, de facto, de uma esperança de um futuro diferente para o nosso país”, disse hoje Paulo Lopes Silva.
O diretor de campanha de Seguro e deputado do PS assinalou a participação “na casa dos 60%”, antecipando “uma das maiores participações dos últimos 20 anos em eleições presidenciais”.
Autor: Maria da Graça Polaco com Lusa

