Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026 às 16:06

Territórios do Imaginário: uma viagem pedestre e sensorial pelos Encontros da Imagem em Braga

Territórios do Imaginário: uma viagem pedestre e sensorial pelos Encontros da Imagem em Braga

@Fernando Simões

@Fernando Simões

@Fernando Simões

@Fernando Simões

@Fernando Simões

@Fernando Simões

Territórios do Imaginário: uma viagem pedestre e sensorial pelos Encontros da Imagem em Braga
@Fernando Simões
@Fernando Simões
@Fernando Simões

CulturaNacional

Territórios do Imaginário: uma viagem pedestre e sensorial pelos Encontros da Imagem em Braga

Num único dia, é possível visitar várias exposições da programação, num percurso marcado pela diversidade de linguagens e transversalidade artística

A 36.ª edição dos Encontros da Imagem – Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais já está a mexer com o Norte do país. Sob o mote “Territórios do Imaginário | Lugares Encantados”, o festival espalha-se por Braga, Porto e Guimarães e transforma espaços históricos e contemporâneos em lugares de encontro, reflexão e descoberta através da fotografia e das artes visuais.

Foi em Braga que iniciámos esta viagem. E fizemo-lo de comboio, numa opção que recomendamos a quem parte da Mealhada ou de Aveiro e procura uma forma tranquila e sustentável de chegar à cidade. A proximidade da estação ferroviária em relação a vários dos principais espaços culturais permite construir um percurso praticamente todo feito a pé, descobrindo a cidade ao mesmo tempo que se percorrem as diferentes exposições.

Braga revela-se, assim, um cenário particularmente adequado para esta experiência. Entre ruas, praças, edifícios históricos e espaços culturais contemporâneos, o visitante é convidado a caminhar, observar e deixar-se surpreender. A cidade parece confirmar, a cada passo, a mensagem com que somos recebidos: “Braga soa a modernidade.”

Oito exposições num dia

Num único dia, é possível visitar várias exposições da programação, num percurso marcado pela diversidade de linguagens e pela transversalidade artística.

Nesta primeira incursão pelo centro da cidade, visitámos oito das 14 exposições aí patentes. Ficaram para uma próxima viagem as restantes propostas, bem como as visitas ao Palácio de Tibães e à Universidade do Minho.

Mais do que uma sucessão de exposições, o percurso proporciona diferentes formas de olhar para o mundo. Há histórias pessoais, memórias coletivas, questões geopolíticas, imaginários construídos e interrogações sobre o futuro.

Entre as propostas que visitámos, algumas ficaram particularmente presentes.

No gnration, a exposição The Other Battlefields, de Laetitia Vançon, integrada no tributo a Odessa, confronta o visitante com a dimensão humana da guerra e com a capacidade de resistência perante uma realidade marcada pela violência e pela incerteza. As imagens aproximam-nos do quotidiano e das pessoas, colocando a experiência individual no centro de uma realidade geopolítica de enorme complexidade.

No Theatro Circo, um dos espaços mais emblemáticos de Braga, encontramos VIGIA, de Rita Magalhães, uma proposta que trabalha a identidade e a memória através de uma linguagem visual que convida à observação demorada.

Já a histórica Casa Rolão acolhe Fred, e se você fosse imagem, de SKA Batista, numa abordagem mais intimista, onde a relação entre imagem, identidade e memória ganha uma dimensão particularmente próxima e pessoal.

No Museu Nogueira da Silva, a exposição UTOPIA, da dupla Sarah Cooper & Nina Gorfer, oferece uma experiência visual de grande impacto. A fotografia cruza-se aqui com a construção de mundos imaginados, criando um território onde realidade e ficção parecem dialogar permanentemente.

Na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, o olhar desloca-se para o futuro do livro e da edição. A exposição reúne trabalhos associados aos vários finalistas e propostas dos Prémios de Edição, mostrando como o objeto livro continua a reinventar-se e a encontrar novas formas de expressão.

Um festival para caminhar

Há uma característica dos Encontros da Imagem que se torna particularmente evidente quando se percorre Braga a pé: o festival não está confinado às paredes de um museu ou de uma galeria.

A cidade passa a fazer parte da própria experiência artística.

O visitante caminha entre exposições, atravessa espaços com diferentes histórias e descobre como a fotografia pode estabelecer novas relações com a arquitetura, a memória e o território. É uma experiência cultural que se constrói tanto diante das imagens como no percurso entre elas.

Foi apenas a primeira etapa

Ficaram ainda exposições por descobrir em Braga e outros espaços que justificam um regresso. Mas a viagem não termina aqui. O roteiro dos Encontros da Imagem leva-nos agora até ao Porto, onde iremos descobrir as propostas que o festival reservou para a cidade.

Será a próxima viagem

E, com ela, traremos novas imagens, novas histórias e mais um capítulo desta descoberta pelos Territórios do Imaginário.

Fotografias: Fernando Simões

ArteFestivalFotografiaInternacional

Autor: Fernando Simões

Find A Doctor

Give us a call or fill in the form below and we will contact you. We endeavor to answer all inquiries within 24 hours on business days.