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Associação de Pais leva inconclusão das obras na Escola Secundária da Mealhada à Assembleia Municipal


quarta, 09 janeiro 2019

As obras na Escola Secundária da Mealhada continuam ainda sem “fim à vista”, para descontentamento de toda a comunidade escolar. A conclusão da empreitada estava prevista para novembro de 2018, tal como referiu Fernando Trindade, diretor do Agrupamento de Escolas da Mealhada, a propósito da receção municipal dos docentes e não docentes, realizada no dia 11 de setembro do ano passado, no entanto, as obras ainda estão a decorrer e o tema voltou a ser debatido na última Assembleia Municipal.

“Ainda muito falta concluir, para não dizer que muito falta começar”, começou por dizer Ângela Rodrigues, em representação da Associação de Pais da Escola Secundária da Mealhada.

Preocupada com a indefinição do término das obras na Escola Secundária da Mealhada, Ângela Rodrigues procurou respostas quanto ao ponto de situação da empreitada na Assembleia Municipal de dia 27 de dezembro, enfatizando a falta de condições do edifício e de assistentes operacionais na Escola Básica nº 2 da Mealhada, para onde foram deslocadas duas turmas do 7º ano, de acordo com informação avançada por Fernando Trindade à data da receção municipal. “A falta de pessoal na EB2, os espaços adaptados sem condições, causam stress entre toda a comunidade escolar”, afirmou Ângela Rodrigues, acrescentando que “a falta de condições do pavilhão (desportivo) e balneários” não promove a “salvaguarda da privacidade” dos alunos.

Quanto ao ponto de situação das obras na Escola Secundária, Rui Marqueiro, presidente da Câmara Municipal da Mealhada, afirma “50% da obra está executada”, no entanto declara-se “desgostoso” com o atraso da empreitada, admitindo que “o panorama não é, de modo nenhum, bom”.

Sobre as medidas que a autarquia tomou para que a obra seja concluída com a maior brevidade possível, Rui Marqueiro garante “temos feito o possível para ver se o empreiteiro acaba a obra, porque se não acaba haverá mais tempo que esperar”, uma vez que terá que ser aberto novo concurso.

O autarca partilhou algumas medidas que a Câmara Municipal da Mealhada poderá tomar para promover a conclusão da obra, sendo que uma delas passaria pela resolução do contrato com a empresa atual, porém, Rui Marqueiro entende que ao avançar por esta via “o empreiteiro, provavelmente, abandonará a obra, aliás, pode acontecer um conjunto de coisas desagradáveis”, nomeadamente “a obra poderá ficar parada”, sendo necessário aguardar por novo concurso e pelo reinício das obras. Rui Marqueiro adiantou ainda que o empreiteiro também poderá fazer um “auto de cessação”, ou seja, passar a obra para outro empreiteiro. A autarquia, por outro lado, poderá “aplicar uma penalização pelo atraso”.

Sem determinar publicamente se iria seguir alguma destas medidas, Rui Marqueiro disse ainda, sobre a falta de assistentes operacionais na Escola Básica nº 2 da Mealhada, que está a decorrer um “concurso para quatro assistentes operacionais”, considerando que o “procedimento demora mais do que aquilo que seria necessário”.

Nesta assembleia foram também abordadas outras obras, que se encontram a decorrer no concelho ou em vias de começar, nomeadamente no Luso, na Pampilhosa e na Mealhada.

A propósito da intervenção de uma munícipe, sobre a causa animal, Rui Marqueiro anunciou que o “Centro de Recolha para Animais vai ser aumentado”, tendo sido ganho “um concurso que financia 50 mil euros para uma obra que terá um custo total de 60 mil euros”

Relativamente à Pampilhosa, a presidente da Junta, Rosalina Nogueira, questionou se existe algum relatório que ateste a perigosidade do Pontão da Pampilhosa e se existe data para a respetiva intervenção, uma vez que “em quase todas as Assembleias de Freguesia têm sido levadas questões sobre o Pontão da Pampilhosa”. Em resposta às questões colocadas, Rui Marqueiro assegura que “se houvesse algum problema, as Infraestruturas de Portugal mandariam fechar o Pontão” e garante “o único problema que poderá acontecer é a formação de um lençol de água”, porque “a água tem incidência ao nível da estrutura do betão armado”, assim sendo “vai haver uma reunião para terminar o procedimento que ficou por fazer”, no sentido de resolver “o problema das águas pluviais”.

No que ao Luso respeita, um munícipe levou à discussão na Assembleia Municipal algumas obras que estão por concluir e até mesmo começar, nomeadamente, no Lago do Luso e na Quinta do Alberto. Rui Marqueiro avança que “o concurso público (para a Quinta do Alberto) vai ser lançado para breve” e quanto ao Lago, o autarca disse que o próximo passo passará pela “injeção de betão a 15/20 metros abaixo do lago”, estando previsto para este ano terminar “o resto da galeria, num piso mais alto, e “colocar um georadar, para que se possa vigiar o local”.